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Te conheço muito bem, vejo que você tenta, tenta, e tenta mais uma vez. E me diz, pra quê? Pra que continuar insistindo em mais do mesmo? Pra que ficar criando e fantasiando uma realidade não compartilhada, que sempre que pode, dá um jeito de acabar com você? Não tem coisa mais difícil do que esperar sem saber o que te espera, pago pra ver desafio maior. Você quer se sentir forte, gosta disso… Quer mostrar que aguenta e que cada baque é uma espécie de degrau, mas se esquece de que esse degrau está na escada da mágoa, não na escada da força, nem da confiança, e nem perto da felicidade. Acorda, menina! Olhe pra você, enxergue dentro de você! Perceba que pessoa linda você é, que amigos lindos você tem, e pare de se sentir um mártir, achando que respirar fundo é a solução pra todos os seus

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Reza a lenda que hoje os homens só querem as magricelas. Reza a lenda, pois homem gosta mesmo é de curvas, de carne. Escrevo esta crônica como um alerta feito em nome da estética, do prazer e da saúde. Sobretudo, em nome dos pecados da gula e da luxúria. Faz algum tempo que uma certa tendência à exultação da magreza como qualidade física e moral surgiu no mundo da moda, por obra de estilistas que, a rigor, não são os melhores apreciadores do gênero feminino em todo o seu potencial. Essa inclinação localizada (nada a ver com gordura localizada) rapidamente ganhou o espaço da propaganda. Campanhas comerciais magistralmente produzidas passaram a ser estreladas por moças desvalidas. Não demorou muito para que as curvilíneas atrizes de cinema do passado fossem substituídas por mulheres esquálidas, retas, de pernas arqueadas e reféns dos closes de rosto. Por fim, o que era propensão virou,

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A briga é o grito do relacionamento, explosão do desconforto, suspiro da raiva. Há quem goste de brigas, apenas para movimentar a união. Pessoas que precisam do caos para organizar a rotina, necessitam da dúvida para encontrar as respostas. Quem pensa assim, entende que a briga reinventa a relação. Na briga, dizemos o que o orgulho manda. Ao esbravejar, somos cúmplices da crueldade e nosso principal objetivo é ferir o outro. Duelo entre teimosia e ódio, numa disputa em que ambos saem derrotados. A cabeça ferve, a língua age e o coração sai machucado. A briga está intrínseca ao lar, faz parte da mobília do casal e, dependendo da intensidade, desarruma a casa de vez. Brigas fazem parte, ensinam e transformam o namoro ou casamento. O problema é o excesso. Reclamação em ousadia pressupõe insatisfação constante, quase infelicidade. Nessa hora é preciso discutir consigo mesmo a razão de insistir nessa

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Alguns conhecidos me disseram que nós dois somos contagiosos. Nós dois e esse nosso sentimento absurdo de tão terno. Nós dois e essa ternura absurda de tão grande, de tão quente, de tão espontânea, de tão ingênua. Me disseram que somos contagiosos porque levamos os outros a quererem uma ternura semelhante à nossa. E quem não quer?, eu me pergunto. Quem não quer ser um de nós, e deitar a cabeça sobre o peito do outro para dormir em paz? Quem não quer os nossos abraços de reencontro – que são os mesmos depois de poucas horas ou de uma semana inteira sem nos encontrarmos – sempre entusiasmados e apertados como um nó? Afinal, é isso que somos, um nó. Somos um só. E quem não quer ser um só, feito de dois?, pensei com meus botões. Se há alguém nesse mundo que prefira ser sozinho – e deve haver

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Eu sempre soube que no dia em que um cara batesse à minha porta com flores escondidas às suas costas, ele não seria o primeiro no mundo a ser romântico. Sempre soube que flores, bombons, chocolates, ursinhos de pelúcia e declarações de amor estão entre os ítens mais batidos e clichês da escola de relacionamentos. O grande trunfo de originalidade é ser sincero, e nunca – jamais – banalizar gestos demonstrativos de afeto. Porém, sempre achei lindo flagrar um marmanjo andando pelas ruas com um ramalhete em mãos. E a verdade é que fico tão encantada que nem me pergunto se a ação é espontânea – vou logo achando que carregar as rosas para lá e para cá já prova a sinceridade. E quando sou abençoada com um desses flagrantes, fico imaginando quem será a sortuda prestes a receber as flores, qual será sua reação, se há algum motivo especial

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Minha boca estúpida revelou, mais uma vez, pensamentos sombrios. Não, devaneios. Só disse demais e estragou o que a gente tinha de melhor. O que eu tinha de melhor, que era você. Tudo o que eu sei é que o que você sentia por mim mudou completamente. E você pode dizer que me ama, que está tudo bem e que vamos superar todos os empecilhos juntos, mas quando pego esse seu olhar vago enquanto converso sobre sentimentos, me desespero. Cresci sabendo que temos que pensar antes de falar, que precisamos filtrar nossos sentimentos e emoções pra não machucar quem está ao nosso redor, mas minha boca estúpida com a mesma mania de intensidade de sempre disse tudo o que veio à mente, desse jeitinho mesmo, na lata. Sei que no meio de tantos gritos, verdades e desabafos deveria conter coisas que eu penso quando te olho. Acho que nunca te

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Centenas de milhares de coisas acontecem enquanto você luta bravamente para cumprir uma sequência banal de inspirar e expirar, barganhando oxigênio e devolvendo gás carbônico. Centenas de milhares de coisas acontecem enquanto seu coração pulsa desesperadamente, engatando um ritmo frenético de batidas descompassadas. Centenas de milhares de coisas acontecem enquanto você hesita, interrompendo a troca de passos na rua por alguns segundos, a fim de calcular se está indo na direção certa. Centenas de milhares de coisas acontecem em uma velocidade absurda, enquanto você se move em câmera lenta, guiando-se por uma sensação de – de quê mesmo? – temor. Centenas de milhares de coisas acontecem – e você as perde – enquanto sente medo. Enquanto você está parada diante da entrada imponente daquele prédio onde fará sua entrevista de emprego, seu concorrente já fez amizade com a recepcionista e ocupa uma poltrona confortável na sala de espera. Enquanto você

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Pode ser saudade de um gosto, de um aroma, ou de uma melodia, mas nada se compara a saudade de um amor correspondido. O destino nos apresenta diversas armadilhas e uma delas é a separação, é a distância. A pior sensação é quando você tenta lembra detalhadamente a fisionomia da pessoa amada e a memória falha. Os gestos, os traços, e até os defeitos vão se tornando menos nítidos. Falta um pedaço do quebra cabeça chamado de convivência. A imagem que se projeta no seu cérebro é um esboço. Nos encontramos em terras estrangeiras. Eu me apaixonei logo que te vi e vivemos felizes por longos curtos meses, sempre sabendo que a distância ia se pronunciar em certo momento. E assim aconteceu. Quando nos separamos pela primeira vez, achei que senti saudades na primeira semana… Quem dera. Aquilo era medo, mudança de rotina, realinhamento. A saudade bateu mesmo quando tive

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Não sei se deixo um bilhete, uma carta, um e-mail ou só um sinal de fumaça pra dizer que estou partindo. Isso mesmo, vou fazer uma viagem. Preciso mergulhar de cabeça em mim e respirar ares que não conheço ainda. Preciso me descobrir pra poder ser algo diferente do que sou agora. Não quero desabafar com amigas e ouvir os mesmos clichês que dizem “você merece o melhor”, “você precisa tentar” e blablabla. Quero quebrar a cara sozinha e aprender com minhas lágrimas, porque quebrar a cara com os outros só tem me feito chorar e aprendizado zero. Quero deixar de ser adeus. Quero deixar de ser distração. Quero deixar de ser um conto breve ou um drink num bar qualquer, entende? Preciso me desprender de tudo o que me impede de ser feliz. Olhando sua foto eu vejo que tenho tudo o que preciso, mas não permito que seja

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Era uma manhã tão linda e ensolarada que me motivou a chutar o balde. O sol tem essa mania boba de recarregar minhas energias e me libertar da negatividade que insiste em me acompanhar. Gastei todo o meu ódio e dei meu melhor grito de liberdade quando derramei a água velha, suja e que fazia parte de mim há tanto tempo, que eu já não sabia identificar se era pele, carne ou lodo. Vesti minha roupa preferida e uma sobreposição de inocência. Cansa bancar a esperta o tempo todo. Uma hora você deixa as armas de combate de lado, dá um sorriso que transborda ingenuidade e diz: “e agora?”. Por ora, parei de esperar que as pessoas sigam meu script. Descobri que planejar demais não é o mesmo que realizar todos os seus planos e bater todas as suas metas. E a vida tem uma mania estranha de nos surpreender.

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