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textinho

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A vida é feita de escolhas. O amor também. Podemos escolher entre a felicidade plena e linear, ou a vulnerabilidade da paixão. Mesmo quando temos a chance de optar pela serenidade de um sentimento maduro, concreto e estável, há quem prefira aquela dúvida de um olhar correspondido. Não tem jeito, algumas pessoas não se adaptam ao outono de uma relação duradoura. Preferem o fogo no vão da incerteza, o desafio constante da autoestima. Não é fácil escolher entre o calor que incendeia e o morno que aquece. É uma armadilha do destino, que instiga as nossas vontades urgentes. Uma paixão que desatina nos faz refletir sobre tudo que nos envolve. Somos tomados por um desejo de eternidade daquela sensação flutuante de êxtase. O problema é que a paixão nunca será eterna. O fogo que queima a pele é inebriante, porém efêmero, como todo ápice da vida. Nem sempre temos a

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A mentira é o vírus de uma relação. Invisível, ela chega silenciosa, sorrateira, se aloja na convivência e, quando percebemos, estamos infectados. Não há mais cura. Se a sinceridade é o alicerce para o amor, a mentira, é o veneno da rotina. Mentir é fácil. Difícil é suportar as consequências do gesto. Enganar o outro é trair a si mesmo. Mentira é fuga, delírio do óbvio, um lapso de ilusão. Devaneio da realidade, incerteza do passo. A mentira é a contramão da tranquilidade. Mentir não protege, afasta; não ajuda, confunde; não esconde, machuca. A mentira é a sombra do dia, a tentação da noite. Mentir revela mais do que gostaríamos. Uma mentira inocente pode abrigar, mas a sinceridade vai aquecer. Mentimos todos os dias. Dizemos que o cabelo dela está ótimo, que a sua comida está uma delícia, que o perfume dela nos faz cantar. Mentimos por um sorriso e

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Hoje tive um daqueles pesadelos terríveis de novo, sabe? Bem, não sei se você se lembra. Acontece que ainda não perdi o hábito de assistir a filmes de terror por pura curiosidade. Aí fico nessa luta interna depois. A diferença é que agora tenho que me virar sozinha, mesmo com medo. O que você não sabe é que você se foi, mas meu refúgio continua sendo nossa história. Me tranquei no escuro do meu quarto e me agarrei às nossas lembranças. Você nunca soube, mas elas sempre me confortaram. Em dias frios, nebulosos, de sol, de chuva, qualquer dia. Você não está me abraçando para me acalmar, mas ainda assim, está comigo. Quando me pego mexendo em feridas já cicatrizadas, me bate aquela saudade. Aí penso em te ligar, correr atrás, morrer de amor e todas aquelas bobagens sentimentais em que você está cansado de se ver. Será que se

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Minha irmã mais nova (detesto essa expressão, pois me lembra o fato de que sou a irmã mais velha. Argh!) estava há dias me incomodando com um vestido que ela queria emprestado para um casamento. Tipo, há muitos dias mesmo. Saco. Mas como sou uma boa pessoa em constante busca pela minha evolução enquanto ser humano, ok, vambora, vou te emprestar um vestido. Só que eu sou uma traumatizada: Convivi, sob o mesmo teto, por muitos e muitos anos, com duas pequenas maníacas que me achavam o máximo (é o bônus de ser a mais velha…) e só queriam usar as minhas roupas. Mas elas gostavam tanto, mas tanto das peças do meu vestiário, que criavam técnicas de “saque” do guarda-roupa, desenvolveram a habilidade de caminhar com passos inaudíveis, aprenderam a restituir o vestido/calça/blusa ao mesmo local, praticamente como se sempre tivesse estado ali e nunca tivesse “passeado” com elas

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Vida. Estranha essa vida que te leva pra caminhos que tu não deseja. Não quer. Que sempre te puxa pra dor. E nós, seres humanos, com todos incontáveis defeitos vivemos desafiando essa lei da vida de tentar fazer tudo certo. E esse certo? E esse tal de certo que ás vezes, não é o certo pra todo mundo. E esse réu confesso que é nosso coração, que com todos seus sentimentos vive apenas para ser preenchido. Nosso coração nasce incompleto, e vive por ai a vida inteira a procura daquele pequeno pedaço que possa preenche-lo. Mas não é qualquer pedaço é aquele que se encaixa perfeitamente, é como se nosso coração fosse um vaso quebrado. Por mais que tu encontre os pedaços perdidos e tente encaixa-los ele não será completo, lindo e pleno sem aquele pequeno minúsculo pedaço que faz toda a diferença. A gente cresce e vive a procura

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O respeito é o pilar da relação. Quando existe o respeito, ninguém dá um passo à frente, sem levar o outro consigo. Não há maiores decepções e os dois caminham lado a lado. O Respeito é a base de tudo. Ter respeito é sentir orgulho, é admirar o parceiro. Mostrar ao mundo sua felicidade de estar ao lado dele. Respeitar é valorizar a mulher que ama, mesmo quando ela não está presente. É pensar em dobro, não abandonar jamais. Respeito é entrega, atitude e proteção. O respeito é ingrediente fundamental na fórmula do amor. Sem respeito, esqueça. O amor tem diversos pilares que, uma vez derrubados, destróem gradativamente o sentimento. A confiança – mesmo quebrada – tem conserto, mas depende da tolerância. O tesão, pode ser recuperado facilmente. O respeito, se perdido, jamais será retomado. E ele leva consigo a capacidade de continuar uma história. Ao perder o Respeito, quebra-se

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Somos românticos? Claro que somos. Todos nós, sem exceção. Até o mais bruto dos homens sucumbe ao sorriso da mulher amada. Nenhuma mulher leonina resiste ao perfume marcante daquela pegada com jeito. Não importa a forma, o lugar, ou o gesto. O romantismo não é antiquado. É vanguardista e segue a magia do tempo. Convence o coração, seduz o ponto fraco e desmonta qualquer armadura emocional. Romantismo não é piegas. Clichê é não amar. Não falo de uma convenção social de mandar flores, abrir a porta do carro, ou pagar o jantar. Romantismo é mais do que isso. É surpreender a rotina, desafiar o óbvio, aventurar a relação. Ser romântico também é saber sossegar quando ela precisar de colo. Não há cortejo maior do que cuidar do outro. Romantismo é avisar que chove lá fora, levar um chá de hortelã na cama sem ela pedir, passar no shopping e lembrar

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Se você precisa mesmo ir, então vai. Não sou eu quem vai lhe abrir a porta e lhe mostrar o caminho sem volta daquelas ruas e de um mundo inteiro longe de mim, longe de nós. Mas, se você já conhece o percurso e isso lhe atrai, também não sou eu quem vai te segurar. Afinal, o que estaria ao meu alcance para impedí-lo se eu já nem te alcanço mais? Não vou esconder suas roupas, suas chaves, seu passaporte, seus documentos. Não vou amarrá-lo ao pé da minha cama, nem me jogar aos seus pés implorando pela sua presença, pela sua permanência. Se eu bato os pés e puxo os cabelos, se eu grito seu nome, se eu seguro os seus braços, vou estragar tudo; vou derramar luto sobre uma história que foi tão colorida enquanto durou. Vou sentar e assistir a tudo com calma. Porque permitir que você

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Então chegou dia dos namorados, mais uma vez. E com ele, seus clichês e declarações, quase na mesma intensidade que as lamentações e revoltas. Quem está namorando publica fotos de jantares maravilhosos, passeios especiais, presentes e todas as coisas fofas típicas desta data. Já quem não está, procura o mais rápido possível arrumar programação para o dia (de preferência em algum lugar que não esteja abarrotado de casais), sem falar nos que saem com a certeza de que o companheiro dos sonhos aparecerá naquela noite. Apesar de todas as queixas, negações e provas de ‘auto suficiência’, duvido que até o solteiro mais convicto do mundo não tenha alguém de quem se lembre no fatídico 12/06. Seja um cheiro, um sorriso, um nome… Aquela lembrança virá. Quanto tempo esteve lá, escondida? Quanto tempo ficará? Difícil dizer, mas no dia dos namorados, por incrível que pareça, seja a ficada da semana passada

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Sento na mesma cadeira de sempre e, abraçada ao mesmo travesseiro de sempre, eu solto o mesmo suspiro de sempre e finjo me importar com o que está passando na televisão. Mas no fundo eu não me importo. E como sempre, eu apenas assisto. Esse é um daqueles momentos mais para dentro, sabe? É um daqueles momentos egoístas de domingo, de quando os jornais mostram divisas de territórios em crise, parentes esquecendo que são parentes para ganhar alguma vantagem, dinheiro sujo circulando em lavagens que nunca o tornam limpo… esse é um daqueles momentos em que as coisas parecem desmoronar aos poucos, e o comercial da Coca Cola tenta amenizar os impactos dizendo que os bons são maioria. E devem ser. Mas os bons também têm seus momentos mais para dentro e por algumas horas eles também não se importam. Sei disso porque não sou uma pessoa má, entende? Mas

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