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sentimento

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Alguns conhecidos me disseram que nós dois somos contagiosos. Nós dois e esse nosso sentimento absurdo de tão terno. Nós dois e essa ternura absurda de tão grande, de tão quente, de tão espontânea, de tão ingênua. Me disseram que somos contagiosos porque levamos os outros a quererem uma ternura semelhante à nossa. E quem não quer?, eu me pergunto. Quem não quer ser um de nós, e deitar a cabeça sobre o peito do outro para dormir em paz? Quem não quer os nossos abraços de reencontro – que são os mesmos depois de poucas horas ou de uma semana inteira sem nos encontrarmos – sempre entusiasmados e apertados como um nó? Afinal, é isso que somos, um nó. Somos um só. E quem não quer ser um só, feito de dois?, pensei com meus botões. Se há alguém nesse mundo que prefira ser sozinho – e deve haver

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Como saber se um sentimento é verdadeiro?, ouvi uma romântica perguntar para outra, em uma dessas conversas de corredor. Como estava atrasada e minhas boas maneiras estavam firmes e fortes nesse dia, passei adiante e não esperei a resposta. Mas, fiquei formulando bons argumentos e explicações quase empíricas, para o caso de alguém me fazer o mesmo questionamento em uma outra oportunidade. Então, um dia desses, aconteceu. Me perguntaram como seria possível dizer que um sentimento entre duas pessoas é verdadeiro. E eu estava preparada para duas respostas – cujos critérios de escolha seriam meu tempo disponível, minha paciência e a maturidade de quem me dirigisse a pergunta. A primeira resposta era simplista demais, mas deveria servir para um caso de pressa. Eu diria que não há como saber. Direta e rapidamente, eu diria que para cada sentimento entre duas pessoas, há um risco embutido que é necessário assumir. Você

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Que saudade de um brilho no olhar. De respirar apertado, de um frio na barriga e um calor no coração. É melhor amar e não ser correspondido, do que um cômodo vazio. Acordo todos os dias e fico pensando, pensando…em quem pensar. Vivo a agonia constante de perseguir o acaso, procurar suspeitos para uma dor que não sinto, de esperar o inesperado. Eu desafio o dia, saio de casa renovando esperanças e colhendo frustrações. Cada hora que passa e meu coração não pulsa, me sinto uma fracassada. Só queria um soluço de alegria no peito, um sorriso que me deixasse com a cabeça grudada no vidro do ônibus, enquanto escuto aquelas músicas que toca no rádio. A gente reclama quando está apaixonada, pois a vida nem sempre é generosa com os sentimentos. Às vezes o que sentimos é tão puro, que entregamos a quem não merece, e, por isso, não

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Eis que surge um novo verbo na língua brasileira: mariar! Mariar vem de Maria, aquela moça cheia de amor para dar, que se atrevia tentar, correr atrás, demonstrar e dar moral a quem se gosta mesmo sem ser igualmente correspondida. Essas atitudes fizeram nascer o verbo mariar. Criado por atitudes de Maria, mas que perfeitamente poderiam ser de Ana, Juliana, Mariana e tantas outras mulheres, todas humanas, carne, osso, energia, sentimentos, desejos e porque não, transparência! Eu confesso ser defensora dos sentimentos sinceros e da não banalização dos valores femininos. Essa história de correr atrás de quem não merece para mim é o primeiro passo para a falta de amor próprio. Sou daquelas que quando não correspondida assume a postura de uma mulher que conhece seus valores e se põe em cima de um pedestal. E lá de cima fico a observar de longe, quando tudo que eu mais queria

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Ela está lá todo dia. É daquelas que se maquia bem, suas roupas são impecáveis e seu perfume é inesquecível – apesar de já terem dito que nunca a viram tão bonita quanto naquele sábado que ela passou o dia de pijama e com o cabelo preso. É inteligente, escreve como ninguém, trabalha, estuda, sai com as amigas e ainda arranja tempo para ir na manicure toda semana. Ela adora gastronomia contemporânea e medieval mas não dispensa uma miojo em noites preguiçosas ou um McDonalds depois da balada. Diz as frases certas e sorri quando gostaria de gritar. Adora crianças e cachorros, quer casar, ter filhos e já pensou em como seria usar seu sobrenome. Mas não se preocupe, ela sabe melhor do que ninguém o tempo de cada coisa. Ela é daquele tipinho, sabe? Que gosta de dançar, gosta de curtir, gosta de viver. Ela manda na sua própria

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