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Somos românticos? Claro que somos. Todos nós, sem exceção. Até o mais bruto dos homens sucumbe ao sorriso da mulher amada. Nenhuma mulher leonina resiste ao perfume marcante daquela pegada com jeito. Não importa a forma, o lugar, ou o gesto. O romantismo não é antiquado. É vanguardista e segue a magia do tempo. Convence o coração, seduz o ponto fraco e desmonta qualquer armadura emocional. Romantismo não é piegas. Clichê é não amar. Não falo de uma convenção social de mandar flores, abrir a porta do carro, ou pagar o jantar. Romantismo é mais do que isso. É surpreender a rotina, desafiar o óbvio, aventurar a relação. Ser romântico também é saber sossegar quando ela precisar de colo. Não há cortejo maior do que cuidar do outro. Romantismo é avisar que chove lá fora, levar um chá de hortelã na cama sem ela pedir, passar no shopping e lembrar

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Se as mulheres soubessem o poder que tem uma lingerie. Ela é o uniforme da sensualidade, peça íntima que deve ser exposta, capaz de seduzir mais do que a própria nudez feminina. As mulheres deveriam abusar do uso de Lingeries e, com isso, abusar da sensatez masculina. Não importa se ela for de duas peças, ou vir acompanhada de espartilhos destacando as pernas e um corpete valorizando os seios. Uma lingerie adequada é como uma isca para alcançar a presa, um convite à felicidade, um contorno colorido para a beleza da mulher. Ao contrário do que as mulheres pensam, não há restrições de cores e formatos. O homem está mais preocupado com o conteúdo, do que com a embalagem, mas apesar disso, a forma de uma lingerie interessa e muito. Se for de renda, fio dental e com um bojo interessante no sutiã, o homem permitir-se-á até mesmo fechar os

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Click é aquela sensação de que alguma coisa se modificou dentro da gente. É uma interrogação que o corpo se faz, um arrepio sem procedência, um sorriso espontâneo provocado pelo timbre da voz. Click é um sinal interno de que o seu dia mudou de nome a partir de então. Nunca esperamos o click. Pode ser num olhar, numa conversa ao telefone, ou em um esbarrão no meio da festa. Naqueles segundos em que os corpos se encontram, mas não se enxergam, você já sente algo estranho, familiar. O click é um sentimento confuso, sem identidade, chega quando quer e entra no peito sem avisar. Certa vez, o click apareceu antes mesmo de conhecê-la pessoalmente. Só de ouvir falar nela, senti uma empatia genuína, um carinho instantâneo e, a partir dali, minhas reações extrapolaram qualquer normalidade aparente. Eu só provocava um assunto com nosso amigo em comum. Sem me dar

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Te conheço muito bem, vejo que você tenta, tenta, e tenta mais uma vez. E me diz, pra quê? Pra que continuar insistindo em mais do mesmo? Pra que ficar criando e fantasiando uma realidade não compartilhada, que sempre que pode, dá um jeito de acabar com você? Não tem coisa mais difícil do que esperar sem saber o que te espera, pago pra ver desafio maior. Você quer se sentir forte, gosta disso… Quer mostrar que aguenta e que cada baque é uma espécie de degrau, mas se esquece de que esse degrau está na escada da mágoa, não na escada da força, nem da confiança, e nem perto da felicidade. Acorda, menina! Olhe pra você, enxergue dentro de você! Perceba que pessoa linda você é, que amigos lindos você tem, e pare de se sentir um mártir, achando que respirar fundo é a solução pra todos os seus

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A briga é o grito do relacionamento, explosão do desconforto, suspiro da raiva. Há quem goste de brigas, apenas para movimentar a união. Pessoas que precisam do caos para organizar a rotina, necessitam da dúvida para encontrar as respostas. Quem pensa assim, entende que a briga reinventa a relação. Na briga, dizemos o que o orgulho manda. Ao esbravejar, somos cúmplices da crueldade e nosso principal objetivo é ferir o outro. Duelo entre teimosia e ódio, numa disputa em que ambos saem derrotados. A cabeça ferve, a língua age e o coração sai machucado. A briga está intrínseca ao lar, faz parte da mobília do casal e, dependendo da intensidade, desarruma a casa de vez. Brigas fazem parte, ensinam e transformam o namoro ou casamento. O problema é o excesso. Reclamação em ousadia pressupõe insatisfação constante, quase infelicidade. Nessa hora é preciso discutir consigo mesmo a razão de insistir nessa

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Minha boca estúpida revelou, mais uma vez, pensamentos sombrios. Não, devaneios. Só disse demais e estragou o que a gente tinha de melhor. O que eu tinha de melhor, que era você. Tudo o que eu sei é que o que você sentia por mim mudou completamente. E você pode dizer que me ama, que está tudo bem e que vamos superar todos os empecilhos juntos, mas quando pego esse seu olhar vago enquanto converso sobre sentimentos, me desespero. Cresci sabendo que temos que pensar antes de falar, que precisamos filtrar nossos sentimentos e emoções pra não machucar quem está ao nosso redor, mas minha boca estúpida com a mesma mania de intensidade de sempre disse tudo o que veio à mente, desse jeitinho mesmo, na lata. Sei que no meio de tantos gritos, verdades e desabafos deveria conter coisas que eu penso quando te olho. Acho que nunca te

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Centenas de milhares de coisas acontecem enquanto você luta bravamente para cumprir uma sequência banal de inspirar e expirar, barganhando oxigênio e devolvendo gás carbônico. Centenas de milhares de coisas acontecem enquanto seu coração pulsa desesperadamente, engatando um ritmo frenético de batidas descompassadas. Centenas de milhares de coisas acontecem enquanto você hesita, interrompendo a troca de passos na rua por alguns segundos, a fim de calcular se está indo na direção certa. Centenas de milhares de coisas acontecem em uma velocidade absurda, enquanto você se move em câmera lenta, guiando-se por uma sensação de – de quê mesmo? – temor. Centenas de milhares de coisas acontecem – e você as perde – enquanto sente medo. Enquanto você está parada diante da entrada imponente daquele prédio onde fará sua entrevista de emprego, seu concorrente já fez amizade com a recepcionista e ocupa uma poltrona confortável na sala de espera. Enquanto você

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Pode ser saudade de um gosto, de um aroma, ou de uma melodia, mas nada se compara a saudade de um amor correspondido. O destino nos apresenta diversas armadilhas e uma delas é a separação, é a distância. A pior sensação é quando você tenta lembra detalhadamente a fisionomia da pessoa amada e a memória falha. Os gestos, os traços, e até os defeitos vão se tornando menos nítidos. Falta um pedaço do quebra cabeça chamado de convivência. A imagem que se projeta no seu cérebro é um esboço. Nos encontramos em terras estrangeiras. Eu me apaixonei logo que te vi e vivemos felizes por longos curtos meses, sempre sabendo que a distância ia se pronunciar em certo momento. E assim aconteceu. Quando nos separamos pela primeira vez, achei que senti saudades na primeira semana… Quem dera. Aquilo era medo, mudança de rotina, realinhamento. A saudade bateu mesmo quando tive

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Não sei se deixo um bilhete, uma carta, um e-mail ou só um sinal de fumaça pra dizer que estou partindo. Isso mesmo, vou fazer uma viagem. Preciso mergulhar de cabeça em mim e respirar ares que não conheço ainda. Preciso me descobrir pra poder ser algo diferente do que sou agora. Não quero desabafar com amigas e ouvir os mesmos clichês que dizem “você merece o melhor”, “você precisa tentar” e blablabla. Quero quebrar a cara sozinha e aprender com minhas lágrimas, porque quebrar a cara com os outros só tem me feito chorar e aprendizado zero. Quero deixar de ser adeus. Quero deixar de ser distração. Quero deixar de ser um conto breve ou um drink num bar qualquer, entende? Preciso me desprender de tudo o que me impede de ser feliz. Olhando sua foto eu vejo que tenho tudo o que preciso, mas não permito que seja

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Era uma manhã tão linda e ensolarada que me motivou a chutar o balde. O sol tem essa mania boba de recarregar minhas energias e me libertar da negatividade que insiste em me acompanhar. Gastei todo o meu ódio e dei meu melhor grito de liberdade quando derramei a água velha, suja e que fazia parte de mim há tanto tempo, que eu já não sabia identificar se era pele, carne ou lodo. Vesti minha roupa preferida e uma sobreposição de inocência. Cansa bancar a esperta o tempo todo. Uma hora você deixa as armas de combate de lado, dá um sorriso que transborda ingenuidade e diz: “e agora?”. Por ora, parei de esperar que as pessoas sigam meu script. Descobri que planejar demais não é o mesmo que realizar todos os seus planos e bater todas as suas metas. E a vida tem uma mania estranha de nos surpreender.

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