Não sei se vocês já perceberam, ou ouviram falar sobre isso, mas atualmente há um movimento para a recuperação daquilo que foi perdido, hã? Como assim? Eu explico. Por muitos anos, a rapidez, agilidade e aquilo que era extremamente novo foi muito valorizado, e com isso houve um consumo excessivo sem consciência, só que quando há uma saturação de alguma coisa o movimento das pessoas começa a mudar e assim se forma, ou se identifica uma nova tendência.

Atualmente o que mais se fala é a recuperação daquilo que foi perdido pois por muitos anos agimos sem pensar, no outro, no mundo em que vivemos e suas consequências. É só parar, observar e perceber. Em países da Europa, por exemplo, os McDonald’s não são mais vermelhos e sim verdes, para tirar essa sensação de junk food e começarmos a percebê-lo como algo saudável. Com um sentimento de culpa todos acabamos querendo resgatar e ter aquela sensação de “voltar às origens” e começar a consumir tudo mais natural.

Mas onde a moda entra nisso? Em vários pontos, mas o que eu quero falar hoje é sobre as técnicas manuais, como o tricô e o crochê. Essas peças além de nos remeterem à uma nostalgia, tem tudo a ver com algo mais tranquilo, mais artesanal e natural. Quem ainda não percebeu, vai ver muito disso nas ruas, lojas e revistas. Na edição número 1 da Harper’s Bazaar tem uma reportagem sobre isso, apontando os principais estilistas que trabalham com essas técnicas.

Para quem acha que é só no inverno que usaremos essas peças, por serem de um material mais quente e pesado, pode parando por aí, há muito modelo sendo feito com agulhas mais grossas e pontos largos que estão despontando e serão usados ainda nesse verão. Das marcas brasileiras quem aposta é a Blue Man, com biquini de tricô (um pouco duvidoso não?), a Coven, que mistura outros materiais para dar um ar mais moderno e Herchcovitch que apresentou essas peças como saída de praia.

Mas as musas que ainda acham essa tendência com cara de vó, com ar vintage, podem se surpreender. Ao meu ver, a estilista gaúcha Helen Rödel, que só cria com trabalho manual, com formas mais retas, geométricas e , basicamente, com ponto pipoca, consegue inovar e surpreender a forma como vemos o crochê. É de ficar babando, não acham?

O que vocês acharam das peças com trabalho manual? Lindas ou lindíssimas?

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