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Crônicas para mulheres. Textinhos com frases e indiretas.

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Então chegou dia dos namorados, mais uma vez. E com ele, seus clichês e declarações, quase na mesma intensidade que as lamentações e revoltas. Quem está namorando publica fotos de jantares maravilhosos, passeios especiais, presentes e todas as coisas fofas típicas desta data. Já quem não está, procura o mais rápido possível arrumar programação para o dia (de preferência em algum lugar que não esteja abarrotado de casais), sem falar nos que saem com a certeza de que o companheiro dos sonhos aparecerá naquela noite. Apesar de todas as queixas, negações e provas de ‘auto suficiência’, duvido que até o solteiro mais convicto do mundo não tenha alguém de quem se lembre no fatídico 12/06. Seja um cheiro, um sorriso, um nome… Aquela lembrança virá. Quanto tempo esteve lá, escondida? Quanto tempo ficará? Difícil dizer, mas no dia dos namorados, por incrível que pareça, seja a ficada da semana passada

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Sento na mesma cadeira de sempre e, abraçada ao mesmo travesseiro de sempre, eu solto o mesmo suspiro de sempre e finjo me importar com o que está passando na televisão. Mas no fundo eu não me importo. E como sempre, eu apenas assisto. Esse é um daqueles momentos mais para dentro, sabe? É um daqueles momentos egoístas de domingo, de quando os jornais mostram divisas de territórios em crise, parentes esquecendo que são parentes para ganhar alguma vantagem, dinheiro sujo circulando em lavagens que nunca o tornam limpo… esse é um daqueles momentos em que as coisas parecem desmoronar aos poucos, e o comercial da Coca Cola tenta amenizar os impactos dizendo que os bons são maioria. E devem ser. Mas os bons também têm seus momentos mais para dentro e por algumas horas eles também não se importam. Sei disso porque não sou uma pessoa má, entende? Mas

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Por que insistimos em gostar de quem não gosta da gente? Talvez seja pela nossa necessidade de autoafirmação, de ser desafiado como todo ser humano, na eterna busca pelo improvável. Dizem por aí que as mulheres gostam de um desprezo. Discordo. Mulheres gostam de carinho e esse certo masoquismo emocional não é exclusividade das fêmeas. Eles também adoram uma negação. Estimula a sedução. Todos nós já tivemos um amor bandido, aquela paixão por quem não nos merece. Uma incrédula submissão, de um jeito que nosso próprio espelho desconhece. E por que continuamos tentando, mandando aquelas mensagens na madrugada? Sei lá, maldito coração, ele escolhe errado e o corpo padece. Aquele carinha bonitinho é tão carinhoso, me elogia no facebook, me dá “bom dia” todas as manhãs. Qual é o meu problema? Fico pensando naquele idiota que ignora meus torpedos, meus olhares. Babaca, estava com aquela barba por fazer, ontem à

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Homem mais velho é sempre mais interessante, porém difícil de entender. Não sei se é porque ainda não tenho a idade dele, mas às vezes me soa tão infantil essa perseguição exagerada. Relaxa, cara, o mundo não acaba amanhã. Existe uma distância de idade inquestionável. Nossa faixa etária está tão longe quanto nossos pensamentos, projetos e filosofia de vida. Jeito de pensar, de agir e até certas preferências. Como ele pode ser tão necessário e ao mesmo tempo tão diferente do que eu quero? É engraçado, fujo desses garotos contemporâneos impulsivos e inconsequentes, que desdenham da oportunidade de me conhecer melhor por medo deles próprios. São covardes e preferem o subterfúgio da autoafirmação, do que a liberdade dos beijos juvenis, da exposição da alma. Como são tolos. Tolice, aliás, é adjetivo masculino, independente da idade. Experiência é ilusão. Dias no calendário não significam vivência, alguns caras apenas existem. Um macho

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Se as mulheres soubessem o poder que tem uma lingerie. Ela é o uniforme da sensualidade, peça íntima que deve ser exposta, capaz de seduzir mais do que a própria nudez feminina. As mulheres deveriam abusar do uso de Lingeries e, com isso, abusar da sensatez masculina. Não importa se ela for de duas peças, ou vir acompanhada de espartilhos destacando as pernas e um corpete valorizando os seios. Uma lingerie adequada é como uma isca para alcançar a presa, um convite à felicidade, um contorno colorido para a beleza da mulher. Ao contrário do que as mulheres pensam, não há restrições de cores e formatos. O homem está mais preocupado com o conteúdo, do que com a embalagem, mas apesar disso, a forma de uma lingerie interessa e muito. Se for de renda, fio dental e com um bojo interessante no sutiã, o homem permitir-se-á até mesmo fechar os

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Click é aquela sensação de que alguma coisa se modificou dentro da gente. É uma interrogação que o corpo se faz, um arrepio sem procedência, um sorriso espontâneo provocado pelo timbre da voz. Click é um sinal interno de que o seu dia mudou de nome a partir de então. Nunca esperamos o click. Pode ser num olhar, numa conversa ao telefone, ou em um esbarrão no meio da festa. Naqueles segundos em que os corpos se encontram, mas não se enxergam, você já sente algo estranho, familiar. O click é um sentimento confuso, sem identidade, chega quando quer e entra no peito sem avisar. Certa vez, o click apareceu antes mesmo de conhecê-la pessoalmente. Só de ouvir falar nela, senti uma empatia genuína, um carinho instantâneo e, a partir dali, minhas reações extrapolaram qualquer normalidade aparente. Eu só provocava um assunto com nosso amigo em comum. Sem me dar

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Te conheço muito bem, vejo que você tenta, tenta, e tenta mais uma vez. E me diz, pra quê? Pra que continuar insistindo em mais do mesmo? Pra que ficar criando e fantasiando uma realidade não compartilhada, que sempre que pode, dá um jeito de acabar com você? Não tem coisa mais difícil do que esperar sem saber o que te espera, pago pra ver desafio maior. Você quer se sentir forte, gosta disso… Quer mostrar que aguenta e que cada baque é uma espécie de degrau, mas se esquece de que esse degrau está na escada da mágoa, não na escada da força, nem da confiança, e nem perto da felicidade. Acorda, menina! Olhe pra você, enxergue dentro de você! Perceba que pessoa linda você é, que amigos lindos você tem, e pare de se sentir um mártir, achando que respirar fundo é a solução pra todos os seus

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Reza a lenda que hoje os homens só querem as magricelas. Reza a lenda, pois homem gosta mesmo é de curvas, de carne. Escrevo esta crônica como um alerta feito em nome da estética, do prazer e da saúde. Sobretudo, em nome dos pecados da gula e da luxúria. Faz algum tempo que uma certa tendência à exultação da magreza como qualidade física e moral surgiu no mundo da moda, por obra de estilistas que, a rigor, não são os melhores apreciadores do gênero feminino em todo o seu potencial. Essa inclinação localizada (nada a ver com gordura localizada) rapidamente ganhou o espaço da propaganda. Campanhas comerciais magistralmente produzidas passaram a ser estreladas por moças desvalidas. Não demorou muito para que as curvilíneas atrizes de cinema do passado fossem substituídas por mulheres esquálidas, retas, de pernas arqueadas e reféns dos closes de rosto. Por fim, o que era propensão virou,

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A briga é o grito do relacionamento, explosão do desconforto, suspiro da raiva. Há quem goste de brigas, apenas para movimentar a união. Pessoas que precisam do caos para organizar a rotina, necessitam da dúvida para encontrar as respostas. Quem pensa assim, entende que a briga reinventa a relação. Na briga, dizemos o que o orgulho manda. Ao esbravejar, somos cúmplices da crueldade e nosso principal objetivo é ferir o outro. Duelo entre teimosia e ódio, numa disputa em que ambos saem derrotados. A cabeça ferve, a língua age e o coração sai machucado. A briga está intrínseca ao lar, faz parte da mobília do casal e, dependendo da intensidade, desarruma a casa de vez. Brigas fazem parte, ensinam e transformam o namoro ou casamento. O problema é o excesso. Reclamação em ousadia pressupõe insatisfação constante, quase infelicidade. Nessa hora é preciso discutir consigo mesmo a razão de insistir nessa

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Alguns conhecidos me disseram que nós dois somos contagiosos. Nós dois e esse nosso sentimento absurdo de tão terno. Nós dois e essa ternura absurda de tão grande, de tão quente, de tão espontânea, de tão ingênua. Me disseram que somos contagiosos porque levamos os outros a quererem uma ternura semelhante à nossa. E quem não quer?, eu me pergunto. Quem não quer ser um de nós, e deitar a cabeça sobre o peito do outro para dormir em paz? Quem não quer os nossos abraços de reencontro – que são os mesmos depois de poucas horas ou de uma semana inteira sem nos encontrarmos – sempre entusiasmados e apertados como um nó? Afinal, é isso que somos, um nó. Somos um só. E quem não quer ser um só, feito de dois?, pensei com meus botões. Se há alguém nesse mundo que prefira ser sozinho – e deve haver

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